É triste um homem morrer.
Um corpo que tomba
uma memória que fica
e depois dela, nada: o doer
sem retorno, sem poesia,
a raiz que empurra, um bicho que pica.
Em torno, o desplante de viver
só assinala a distância
entre o que vai e o que fica.
E do nada, se nada o conter,
à palavra sobra renascer.