Este rio, o Douro é verde e turvo, de poeira e plantas mortas, que vêm correndo desde sabe-se lá de onde. (A montante está ainda toda a largura do país e outro tanto maior de Espanha). O caudal é intransigente, vem sempre, de sítios crepusculares, mas vem simples: vem água, que é o que nos basta no final de todas as considerações. É de facto uma tentadora metáfora do tempo.
Fio condutor